terça-feira, 10 de abril de 2012

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A ASTROLOGIA?




Parece brincadeira, mas não é, mas existem pessoas que acreditam em : "consultar horóscopo"..inclusive pessoas que professam uma "fé" "cristã" "evangélica", e, nas redes sociais publicam diariamente coisas do tipo ; "você já consultou seu horóscopo hoje?" .......para esses e para aqueles que não o fazem, eu resolvi publicar esse pequeno texto: O que a Bíblia fala sobre a astrologia?

Professor Valdir Manente Guimarães.


O que a Bíblia fala sobre a astrologia?

A Bíblia ensina que a astrologia é não somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (Atos 7.42-43). Tanto como filosofia ou como prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo, e em seu lugar conduz as pessoas a objetos mortos, como os astros e planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também o faz com os astrólogos e suas práticas (Isaías 47.13).

Entretanto, isto não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apóia favoravelmente a astrologia. Jeff Mayo, fundador da Escola Mayo de Astrologia, declara que "a Bíblia está cheia de referências astrológicas". Joseph Goodavage, autor de Astrology: The Space Age Science (Astrologia: A Ciência da Era Espacial) e Write Your Own Horoscope (Escreva Seu Próprio Horóscopo), declara que "a Bíblia está cheia da" filosofia da astrologia.[1]

Os astrólogos "justificam" tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e anti-bíblicos. Eles distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia.[2] Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apóia a astrologia foi mal interpretado ou mal aplicado.[3] Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não-cristãos também admitem que existe "um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças".[4]

Historicamente o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Primeiro, a Bíblia explicitamente rejeita a astrologia como uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13-14, onde Deus afirma: "Ja estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem." Aqui vemos que, em primeiro lugar, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos. Em segundo lugar, Deus disse que suas predições baseadas no movimento dos astros não os salvariam do juízo divino que se aproximava. Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, mas que nem os salvaria a eles mesmos (Deuteronômio 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2 Reis 17.16; 23.5; Jeremias 8.2; 19.13; Ezequiel 8.16; Amós 5.26-27).

A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação. Esta é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como "o ato ou prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto". No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como "a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos". Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que ela leva ao contato com maus espíritos chamados de demônios. (Deuteronômio 18.9-13; 1 Coríntios 10.20).

Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, honra e glória às magníficas obras de arte, esquecendo completamente o grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez "os céus e a terra" e em Suas mãos está a vida de todos os homens (Gênesis 1.1; Daniel 5.22-23).

O que têm provado os testes de validade dos signos zodiacais (por exemplo, se você é de Peixes, Áries ou Leão)?

A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns 200 adjetivos (por exemplo, "Leão" é forte, dominante, rude – um líder nato; "Touro" é indeciso, tímido, inseguro – não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, etc. A conclusão foi que este teste falhou em provar qualquer predição astrológica: "Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso."[5]

Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]

Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]

Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito numa determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos nestas duas atividades foi tão aleatória quanto entre o público em geral.[7]

Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que seu signo influi em sua vida.


Conclusão

Enquanto a "luz dos astros" tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do Mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a luz da vida (João 8.12).

Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28-30).

Na Bíblia, a Palavra de Deus, encontramos revelações claras de que nossas vidas estão nas mãos de Deus. Davi revela-nos no Salmo 139 que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dEle em hipótese alguma. Daniel, o profeta, declara ao rei Belsazar: "...Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos..." (Daniel 5.23).

Nossas vidas e nossos caminhos estão nas mãos de Deus! Que consolo e descanso é sabermos que nossas vidas estão nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15.

Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a minha vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (capítulo 12.2). (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br/)

Notas:

Joseph F. Goodavage, Astrology: The Space Age Science (Nova Iorque: Signet, 1967), p. XI. 

Para ilustrações veja James Sire, Scripture Twisting (Downers Grove, IL: InterVarsity, 1982). 

James Bjornstad e Shildes Johnson, Stars Signs and Salvation in the Age of Aquarius (Minneapolis, MN: Bethany, 1971), pp. 36-90. 

Gallant, op. cit., p. 111. 

Ralph Bastedo, "An Empirical Test of Popular Astrology", The Skeptical Inquirer, Vol 3, nº 1, p. 34. 

Kurtz e Fraknoi, "Tests of Astrology Do Not Support Its Claims", The Skeptical Inquirer, Vol. 9, nº 3, p. 211. 

John McGervey, "A Statistical Test of Sun-sign Astrology", The Zetetic, Vol. 1, nº 2, p. 53. 


Fundador e pastor presidente do Ministério Evangélico Esperança em São Vicente/SP, jornalista, poeta, membro da Academia Vicentina de Letras, professor de teologia, colunista do Hoje Jornal (SBC), palestrante nas áreas de escatologia, apologética...

domingo, 8 de abril de 2012

A Idade das Trevas e a Igreja no séc. XXI


Luiz Fernando














idadedastrevasQuando estudava na faculdade de História a disciplina que mais me atraia era História Medieval. Talvez porque tenha me identificado com o professor. Sei que investi muito dinheiro adquirindo livros sobre este período da nossa história. O imaginário medieval é algo espetacular. As justificativas eram sempre apelando para o espiritual e sobrenatural. Em nome de Deus chegou-se a vender perdão de pecados, pedaços da cruz de Cristo, pedaços dos ossos do jumento que levou Jesus para Jerusalém. Visitar túmulos de santos era uma prática que estava na moda. As Escrituras Sagradas eram distorcidas para atender as demandas financeiras e de poder da Igreja Romana.
Quando conclui meu curso verifiquei que, em termos espirituais, a igreja retrocedeu àquele período. Abandonamos os pressupostos teológicos sadios e abraçamos com ânsia o imaginário medieval. Quem crê que uma boa teologia é fundamento para crescimento sadio da igreja é taxado de herético ou mesmo frio e tradicional e merece o tribunal do santo oficio moderno (evangélico). A igreja está à sombra da Idade Média. Suas práticas são medievais e encontrou no vazio da pós-modernidade o terreno ideal para crescimento. Vejamos algumas práticas medievais em andamento:
1 – Atos proféticos – Terminologia desconhecida da Bíblia. Acredito que por não vivenciarmos com clareza, decência e boa base bíblica os dons espirituais, alguns despercebidos “teólogos” cunharam esta terminologia inócua. Para tais, os atos proféticos são comportamentos feitos aqui na terra que terão como conseqüência suas realizações no mundo espiritual. Daí vermos comportamentos dignos de dó e de total desprezo. Alguns em nome de uma espiritualidade doentia chegaram a tomar um avião e despejar óleo ungido sobre cidades, achando que assim estariam abençoando tal área geográfica. Ouvi de um pastor em um programa de televisão que: “por ter entendido que o óleo ungido seria jogado sobre Belo Horizonte então os demônios sairiam de Belo Horizonte e iriam para Sabará, lugar originador de Belo Horizonte”. Tal pastor correu para sua cidade (Sabará) e realizou atos proféticos para impedir a chegada dos demônios que supostamente sairiam de Belo Horizonte. Sabará é cidade vizinha a Belo Horizonte.
Outros convocaram os membros de suas igrejas para se posicionarem na Avenida do Contorno, em Belo Horizonte, para derramarem leite e mel sobre cada quarteirão desta avenida no intuito de ver a cidade prosperar.
Fiquei a me perguntar: o que mudou após tais atos proféticos? Os índices de criminalidade, prostituição, tráfico de drogas etc., diminuíram? Há poucos anos tínhamos em Belo Horizonte uma média de 03 mortes por final de semana. Hoje chegamos a mais de 20. Por que tais atos proféticos não resultaram em melhoria desses índices? A resposta mais simples é que são inócuos.
2 – Nomes Amaldiçoados – Pratica anti-bíblica. Alguns crêem que alguns nomes trazem consigo maldição e que pessoas que possuem tais nomes são amaldiçoadas. Daí vermos um comportamento infantil de até pastores trocarem seus nomes. Parece com a prática da numerologia que diz que alguns nomes precisam ser modificados para atrair melhorias em diversas áreas. A verdade é que não existem nomes amaldiçoados. A verdade é que tal ensinamento aprisiona pessoas em nome de Deus. Adoece e não apresenta cura, pois, a simples troca de nomes nada significa no mundo espiritual.
3 – Quebra de Maldições Hereditárias – Prática anti-bíblica. Alguns pregadores afirmam que demônios perseguem famílias inteiras. Que demônios que oprimiram parentes no passado acompanham as gerações posteriores. Milhares de cristãos adoecem por causa de ensino herético. Para tais pregadores necessário se faz fazer correntes espirituais para quebrar tais maldições. No final da corrente o pastor ora e o mal vai embora. Isso cheira a xamanismoIsso cheira a animismo. Nada me convence que isso não é somente para tirar dinheiro dos pobres cristãos, que em tudo são muito crédulos. Se o sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz não foi suficiente para nos libertar de qualquer maldição, então nada mais será. Se o sangue derramado na cruz não quebra nossas maldições, muito menos a oração de um pastor qualquer. Paulo nos diz que já somos mais que vencedores em Cristo Jesus. João nos ensina que o maligno não nos pode tocar. Pedro nos lembra que somos povo de propriedade exclusiva de Deus, sacerdócio real, nação santa. Isso bastaria para nos deixar descansados. Mas os homens criaram mediadores para interferirem na obra do Calvário. Em Cristo todo cristão é completamente livre. Satanás é limitado por ser criatura. Somente age dentro dos limites que Deus permite. Deus nunca nos entrega nas mãos de Satanás. Em Cristo somos novas criaturas, entramos em um novo aion (tempo) onde Cristo é nosso Senhor e a escravidão do passado foi revogada e cravada na cruz.
4 – Dar legalidade – Prática anti-bíblica. Ensino esdrúxulo que diz que se pecarmos damos legalidade para o diabo atuar em nossas vidas. Como se nossa salvação tivesse dependido exclusivamente de nós ou se nós tivéssemos grande parte nessa salvação. Quando Cristo nos comprou na cruz passamos a ser dEle. Somente dEle. Fomos comprados por bom preço conforme Paulo nos diz em primeiro Coríntios. Precisamos lembrar que a Graça de Deus nos foi comunicada. Que fomos salvos pela Graça e somente isso. propriQue a cruz nos leva a ser edade exclusiva de Deus. Se somos propriedade exclusiva de Deus não temos direito de dar legalidade para o diabo em instância alguma. Paulo se dizia escravo de Cristo. Escravo não tem vontade, poder e não possui nada para dar. De onde tiraram que podemos dar legalidade ao diabo?
Com esse ensino gera-se uma neura que perturba o cristão que passa e olhar para ver se tudo o que faz não o faz em pecado. O medo se instalou.
5 – Objetos consagrados – Prática anti-bíblica. Alguns mercenários com nome de pastores chegam a distribuir cimento abençoado, outros martelinhos cheios de óleo para quebrar maldições. Alguns descobriram um jeito bom de ganhar dinheiro ao distribuírem unções com ungüentos ou essências vindas do oriente médio. Vi um pregador oferecer a unção com mirra para o embelezamento interior e exterior. Creio que não funcionou para seu casamento, pois, acaba de divorciar. São práticas medievais que ainda persistem em nosso meio. Tais pregadores nunca souberam que tudo vem da maravilhosa Graça de Jesus. São descarados e abomináveis tais personagens.
6 – Unções com os mais variáveis nomes – Prática anti-bíblica. Por uma quantia de dinheiro prometem unções de todos os tipos. Um apóstolo ofereceu unção de nobreza de Salomão por R$ 10.000,00. O mesmo apóstolo recebeu profecia de Morris Cerullo que porque ele, o apóstolo, estava segurando sua camisa e Cerullo era Judeu, então o apóstolo receberia a unção de Davi. Repetidas vezes foi oferecida a unção financeira ilimitada, cura e envio de anjos por R$ 900,00. Talvez o argumento para se repetir o programa seja porque milhares de pessoas ligaram para dizer que aceitavam tal desafio financeiro. Vox populi nunca foi Vox Dei. Se fosse nunca teriam pedido a soltura de Barrabás, nunca pediriam a Aarão que fizesse um bezerro de ouro para adoração. A massa é levada por manipulação e tais pregadores fazem das massas evangélicas massa de manobra. São incapazes de usar os neurônios. Dizem que uma palavra profética não pode ser desprezada. Digo para desprezarmos toda palavra profética que ferir a Palavra de Deus. Nunca uma profecia enunciada por um homem foi maior do que a Palavra de Deus. Paulo diz para julgarmos as profecias e se isso é assim é porque existem falsos profetas e falsas profecias. Mas quando muito dinheiro circula vale tudo. A Palavra de Deus é suficiente para nos assegurar equilíbrio emocional e espiritual. É suficiente para nos emancipar das sombras da Idade Média espiritual e nos fazer maduros em Cristo.
A igreja precisa pregar O Evangelho e não sobre o evangelho. Os pregadores precisam entender que suas funções são apresentar o cristão maduro diante de Deus e pregar um evangelho descontaminado.
Deixemos as crendices e nos voltemos para a realidade da Palavra de Deus.
Soli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando R. de Souza

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Neopentecostalismo Cartoon – Parte 1


João R. Weronka
fugadasgalinhas
O movimento neopentecostal tem produzido uma caricatura mal acabada da essência do cristianismo bíblico. Normalmente aqueles que não são cristãos acabam colocando no mesmo saco os crentes bíblicos e os filhos das heréticas correntes neopentecostais.
A enxurrada de modas, invencionices e mesmo blasfêmias preocupa aqueles que têm buscado uma vivência cristã livre desse misticismo bizarro, onde a cruz é esquecida, a graça é pisada e as práticas egocêntricas são incentivadas.
Nessa pequena série de textos vamos mostrar uma análise diferenciada de como o movimento neopentecostal é defeituoso em essência e que precisa ser combatido doutrinariamente.
O meio para tal análise é através de algo comum à vida das pessoas:desenhos animados! Mas calma, não será nada relacionado ao frenesi das mensagens subliminares ou daqueles fanáticos caça-demônios. Quem tem filho pequeno em casa deve ter experiência semelhante à minha, onde os pimpolhos gostam mesmo é de ver animações na TV.
Nessa ida e vinda de desenhos atuais que tenho visto, e me lembrando dos antigos que já vi, notei que algumas nuances dessas animações são muito particulares a algumas práticas neopentecostais.
A Fuga das Galinhas
“A Fuga das Galinhas” é uma animação britânica produzida no ano 2000, dirigida por Peter Lord e Nick Park. O cenário é uma granja de galinhas, retratado na década de 50 na Inglaterra, onde as ditas tentam a todo custo escapar da rotina diária da produção de ovos ou – no extremo – da degola em caso de déficit produtivo. A líder do bando é a simpática Ginger, uma galinha que sonha com algo melhor para suas amigas.
Após muitas e muitas tentativas frustradas, eis que Rocky, “O Galo Voador”, surge miraculosamente na vida das galinhas e tentará ensiná-las a voar. A divertida animação continua e algo em particular me chamou a atenção em dado momento.
Os donos da granja compram uma máquina para produzir tortas de galinha, e ao aumentar a porção de ração para engorda dos bichos, Ginger, esperta como só, alerta a todas as galinhas que o intuito dos granjeiros nada mais é que engordá-las para matar a todas para a produção de tortas.
Eis que o espertalhão Rocky entra na cena e interrompe a conversa. O diálogo fica assim:
Rocky: - Você deve pegar mais leve. Saiba que na América temos uma regra, se você quer motivar alguém, não fale em morte!
Ginger: - Engraçado, pois aqui a regra é: fale a verdade sempre!
Rocky: - Ah, e isso dá ótimos resultados, né? Eu te dou um conselhinho, se quer resultado, diga o que elas querem ouvir.
Ginger: - Ou seja, minta!
Rocky - Ah pronto, começou de novo! Sabe qual é o seu problema? Você complica!
Ginger: - Por que? Por que eu sou honesta? Eu me preocupo com elas...
Em síntese, omita a verdade e fale apenas aquilo que a platéia quer ouvir.
A declaração do galo Rocky faz lembrar o modus operanti da maioria dos pregadores neopentecostais e outros moderninhos que esqueceram a cruz: esconda a verdade, esconda a morte, fale aquilo que a platéia quer ouvir, e não o que deve ouvir. Lustre os ouvidos ávidos em um evangelho falso.
Que o relativismo é um elemento presente no meio secular, não é novidade, mas quando isso se infiltra no meio chamado "evangélico”, temos um trágico cenário formado, onde Cristo, que é o Principal, fica afastado. Eis o motivo da preocupação citada no início deste texto.
Pra que se falar em morte, em cruz, em eternidade, quando o povo quer ouvir sobre vitória, conquista, bem estar, chuva de prosperidade neste tempo, neste século?
Morte? Verdade? Acaso esses elementos estão presentes no movimento neopentecostal?
Interessante é que os vendilhões dos dias de hoje fazem como o galo Rocky, mentem para o povo de modo gritante e ainda acusam os poucos que não se prostraram diante do bezerro da prosperidade de “complicadores”. Me sinto como a Ginger, querendo alertar amigos e irmãos sobre o perigo que correm, mas sendo sempre considerado um “complicador”... ajuda-nos Senhor!
Os galos de plantão, relativistas que são, fogem da verdade e vendem fábulas ao povo. Não anunciam a morte do Cordeiro e muito menos a Sua ressurreição, que dirá então a Sua volta! (2Tm 4.3-4).
“Facilitadores” que são (pois não complicam as coisas), falam apenas em dádivas, e nunca na cruz que deve ser carregada (Mt 10.38).
E por fim, como não são honestos, preferem tão somente a falsa piedade para alcançar o mero lucro (1Tm 6.5).
Sejamos sóbrios e vivamos longe desses pregadores “Galo Rocky” (que mais são lobos que qualquer outra coisa). Uma mera religião sem morte, que não fala sobre a Verdade, que fica polindo ouvidos “com aquilo que as pessoas querem ouvir” e preocupada com resultados rasos, que mente, que não é honesta e não se preocupa com as pessoas, nem de longe é cristianismo. Vigiai!
Toda honra e glória ao Senhor!
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João Rodrigo Weronka é fundador e diretor do NAPEC.
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

14 RAZÕES POR QUE O APÓSTOLO PAULO MORREU POBRE.






    

PRA VOCÊ QUE SEMPRE OUVE "SEU PASTOR" "ENSINAR" QUE TEMOS QUE COMER O MELHOR DESTA TERRA, QUE SOMOS CABEÇAS E NÃO CAUDA, QUE TEMOS QUE DECRETAR FALÊNCIA (KKKKKK) AO IMPÉRIO DAS TREVAS, QUE DESAUTORIZA O DIABO (KKKK), QUE DENUNCIA OS DEMÔNIOS (kkkk)....VOCÊ ESTÁ SENDO CONTAMINADO ESPIRITUALMENTE PELA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E PELA CONFISSÃO POSITIVA, E COMO IRMÃO EM CRISTO TE ACONSELHO A LER A BÍBLIA SAGRADA E ANALISAR COMO OS CRENTES DE BERÉIA, SE O QUE ELE ESTÁ "ENSINANDO" É CERTO , É BÍBLICO OU É HERESIAS E DOUTRINAS DE DEMÔNIOS....POIS SE ELE ESTIVER ENSINANDO QUALQUER UMA DESSAS ACIMA, ELE SE ENCAIXA NO PERFIL DE FALSO PROFETA E DISEMINADOR DE DOUTRINAS DE DEMÔNIOS....VEJA UM PERFIL INTERESSANTE DE UM VERDADEIRO APÓSTOLO.
 





À luz dos ensinamentos dos teólogos da prosperidade que afirmam que o servo de Deus tem que ser rico, descobri os verdadeiros motivos que levaram o Apóstolo Paulo a morrer na pobreza.

Infelizmente o Apóstolo de Cristo aos gentios, não "entendeu" as revelações bíblicas cometendo erros gravissimos como:

1º- Não decretar a bênção da vitória na sua vida.
2º- Não amarrar o principado da miséria.
3º- Não quebrar as maldições hereditárias provenientes de seus antepassados.
4º- Não entender a visão da multiplicação do movimento G12.
5º- Não receber a revelação do DNA da honra de Deus.
6º- Não possuir as unções do cachorro, leão, águia, macaco, lagartixa, vômito e etc.
7º- Não tomar posse da bênção.
8º- Não semear as sementes da prosperidade.
9º- Não ter sido promovido a "paipostólo"
10º- Não ter trocado de anjo da guarda.
11º- Não ter elaborado nenhum mapeamento de batalha espiritual.
12º- Não ter recebido revelações do inferno.
13º- Não ter emitido nenhum ato profético.
14º- Não ter desenvolvido o hábito de orar em montes.

Caro leitor, segundo a ótica dos teólogos da prosperidade Paulo foi um fracassado, um pastor incompetente que não soube desfrutar das bênçãos de Deus.

Triste isso não?
Isto posto, resta-nos rogar a Deus pedindo misericórdia, como também que livre a sua igreja desta doutrina nojenta e anticristã.

Pense nisso!

Fonte: [ Renato Vargens ]

terça-feira, 3 de abril de 2012


ORAR NO MONTE É MAIS EFICAZ?


TEMOS  VISTO MUITAS COISAS NO MINIMO ESQUISITAS NOS ARRAIAIS 'EVANGÉLICOS',  COMO POR EXEMPLO: SABONETE DE ARRUDA, CORREDOR DO SAL, ESCREVER O PEDIDO DE ORAÇÃO NUM PAPEL E DEPOIS QUEIMA-LO NO MONTE (KKK), ÓLEO DE ISRAEL, FIO DA BARBA DE ARÃO, QUEBRA DE MALDIÇÕES, CURA INTERIOR ETC...COISAS ESTRANHAS A PALAVRA DE DEUS , ME DESCULPEM A FRANQUEZA, MAS NÃO TENHO  MEIO TERMO PARA DEFINIR O PECADO TEOLOGICO GOSPEL CONTEMPORANEO QUE PRESENCIAMOS TODOS OS DIAS . A TROCA DA PALAVRA DE DEUS POR MÉTODOS MAGICOS ESPIRITAS.

PROFESSOR VALDIR MANENTE.
ABAIXO SEGUE-SE O TEXTO EXTRAIDO DO BLOG GENIZAH.







Eu já orei no monte. "Orar" não é bem o que fazíamos. Saíamos tarde da noite e, ao chegarmos no "monte" (nem era uma montanha, mas sim um local no meio do mato mesmo), depois de minutos de uma oraçãozinha, pandeiros fervilhando, embalados a "corinhos de fogo", tome reteté...

No monte acontecia (e ainda acontece) de tudo. Lembro-me de um irmão (no monte, a gente chamava de "vaso") que começou a correr velozmente de um lado para o outro (e no escuro!) De repente, deu de cara numa árvore! Após um instante de apreensão geral, alguém foi até ele (tentando disfarçar o constrangimento, afinal, o "Espírito" errou a direção) e perguntou: "e aí, vaso, o que você viu?" E ele respondeu: "Estrela!" Essa eu vi.
No imaginário pentecostal o monte ocupa lugar especial. Ele está para o pentecostal como as imagens para o católico (salvas as devidas proporções). Assim como os católicos em relação às imagens, os pentecostais dizem que o monte não tem todo esse valor em si, mas sim, aproximam do ideal sagrado que representa. Para os pentecostais (e eu sou um, pasmem!) o monte é uma "redondeza divina", uma "área onde a espiritualidade é mais densa". No templo tem muita gente, muita luz e muito barulho, no monte a coisa é mais rústica, secreta. É o local onde os "santos" se reúnem. Na minha época, costumava-se avisar aos "alpinistas de primeira viagem": "cuidado, consagre-se antes de subir!"
A desculpa "bíblica" é que Jesus orava no monte. Não preciso nem entrar no mérito teológico (quem sabe, psicológico, talvez). O mérito geográfico já basta: no contexto bíblico o que mais existia era montanha. A paisagem dominante era feita assim. O problema maior não é o monte que se sobe, mas o jeito que se desce. A galerinha do monte, geralmente, dá um trabalho imenso em suas igrejas locais. Eles descem cheios de vícios: legalismo neurotizante, seletividade arbitrária (só nosso grupo é santo), insubmissão a qualquer tipo de autoridade (é a veia "che guevariana" das montanhas).
No monte, o maior perigo é a anarquia. Lá não há regras: revelação tem liberdade total. As línguas esquisitas (essas são estranhas mesmo) são cada uma mais extravagante que a outra. É a guerra dos vasos! Sem falar nos mais "safadinhos" que aproveitam (como cantava a Rita Lee) "o escurinho do cinema" pra pecar, kkk.
Conheço alguns irmãos, honestos, que vão ao "monte" para orar, meditar na Palavra, sem nenhuma parafernália ou neura. Mas são muito raros. O que sobra na celestialidade alpinista é o exagero, a hipérbole, a fuga do asfalto, a busca, às vezes certa, da forma errada.
Para o cristão verdadeiramente ciente de sua comunhão com Deus, qualquer lugar é um monte. No jardim, no deserto, na rua ou na cama, ele sabe que não são geografias que determinam sua espiritualidade, mas sim o conteúdo verdadeiro que ela possui.
Eu já não vou ao monte. Meu caminho hoje é de descida. Quanto mais desço, mais percebo que subo. Benditos paradoxos de Deus.



POR ALAN BRIZOTTI.

POSTADO AQUI NESSE BLOG PELO PROFESSOR VALDIR.
MATERIA EXTRAIDA DO BLOG GENIZAH.