sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os Inquisitores da Teologia da Prosperidade

0Os Inquisitores da Teologia da Prosperidade

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Por Daniel Clós Cesar 














DESMASCARANDO BENNY HINN , SILAS MALAFAIA E OUTROS FALSÁRIOS DA FÉ.






Existe um grupo de pregadores showman que acusa apologistas de não crerem em nada. Lamentável... cremos mais do que eles imaginam. Cremos tanto na Palavra de Deus, amamos tanto o Deus que nos outorgou preciosas promessas, que sentimos verdadeiro asco de tudo que contraria a santidade nela expressa.

Acontece, que ainda que sem muito efeito nas massas... pois o acesso a serviços de internet e computadores no Brasil têm preços abusivos, diferente da televisão, que deve ser o terceiro ou quarto eletrodoméstico mais popular nas casas brasileiras... blogs e sites de conteúdo verdadeiramente cristãos, onde ensina-se a Palavra e prega-se um Evangelho bíblico, são terrivelmente prejudiciais à Teologia da Prosperidade e seus sacerdotes.

Para os "sacerdotes da prosperidade", cristianismo é seguir não a Palavra, ainda que de seus lábios profiram tal afirmação. Para eles, seguir o evangelho, é seguir suas determinações e ensinamentos... estar atento as suas profecias e visões... é andar seguindo os seus passos e não os de Cristo.

O movimento conhecido como Contra-Reforma, ocorrido em meados do século XVI, foi uma resposta da igreja romana à Reforma promovida por Martinho Lutero e outros reformadores. Entre suas providências, retomou o Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido como Inquisição, e publicou a Index Librorum Prohibitorum (lista de livros proibidos) que vetava entre outras coisa... pasmem... a leitura da Bíblia.

A única publicação da Bíblia permitida era em latim. Uma língua de domínio apenas do alto clero (bispos, arcebispos e cardeais).

Agora parece, obviamente não de forma oficial, pelo menos um destes gospel-showman, deseja criar sua própria index, onde não são livros que ele proíbe, mas blogs e sites de pessoas e ministérios que, segundo ele, não tem história no evangelicalismo tupiniquim. Que são apenas críticos que não creem em nada e não "constroem nada". Quem sabe mais adiante, ele também inclua em sua lista Bíblias não publicadas por determinada editora ou que não são comentadas por determinado "profeta".

Eu realmente não tenho história no evangelicalismo brasileiro. Minha história, graças ao sangue vertido na cruz, não segue determinações e profecias deste mundo, mas segue o curso predeterminado por Deus em sua infinita misericórdia, amor e graça para comigo.

No mais, usando apenas parte da orientação que ouvi de um showman... "creia na Palavra de Deus"... mas apenas uma parte da orientação dele é excelente... o resto... foi egocentrismo.

Fonte: [ Blog do autor ] 
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PALHAÇADA NEOPENTECOSTAL.

Palhaçada Neopentecostal

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Certa vez ouvi de um famoso conferencista cristão, escritor, mais ou menos o seguinte: "Quando fui a um retiro cristão e orávamos num monte, ao ver o modo como alguns cristãos rodopiavam e rolavam-se no chão, exclamei ao Senhor: Meu Deus, certamente isso não é o teu Espírito." Quanta palhaçada, de fato, estamos observando há anos, no meio cristão, e simplesmente nos calamos!

Quão poucos têm tido a coragem de denunciar palhaços sem nariz, sem vida, com os dentes sorrindo para o dinheiro de um povo que sofre por falta de conhecimento bíblico, desesperado em busca de uma saída, enquanto seus líderes afoitos em busca de uma entrada (financeira, é claro). Palhaços cujos olhos se arregalam para as bênçãos monetárias, apelidadas de bênçãos da prosperidade. São palhaços que não ouvem a Palavra de Deus, mas gostam de ser ouvidos como se falassem da parte de Deus. Esses palhaços gostam de show, de falar o que o público gosta, para que suas igrejas não fiquem vazias (ocas já estão faz tempo!).

Para ilustrar a que ponto já chegamos, resolvi publicar numa só matéria algumas fotos ou cartazes dessas figuras que animam o nosso show da fé, que rimam o sorriso deles com a dor dos outros, tudo por uma boa oferta na igreja, e uma fama se possível mundial. Antes, porém, quero deixar bem claro que creio na Igreja de Jesus Cristo, que acredito que Deus cure, liberte, opere maravilhas, creio também na atuação poderosa do Espírito Santo entre o povo de Deus. Então, choremos juntos com as palhaçadas a seguir:

Fotos e comentários:


Foto 1:
 Vemos um caminho de sal, chamado Vale de Sal. Jesus disse de fato: "Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros." (Marcos 9:50) Tem gente que leva isso a sério, e jogam sal em si mesmos, e outros usam o sal na igreja para finalidades totalmente fora de nossa Cristologia. Por exemplo, a Bíblia fala do Vale do Sal, em 2 Samuel 8:13; 2 Reis 14:7; 1 Crônicas 18:12 e 2 Crônicas 25:11, narrando vitória de Israel contra exércitos de nações inimigas.

Então, como há líderes que não ensinam seu povo a sentirem-se atraídos à Palavra de Deus e à sua leitura nos cultos em suas igrejas, eles precisam usar subterfúgios como este, que acabam dividindo com Jesus o mérito da cura, e até da salvação. O nome de Jesus, para esses líderes, não é suficiente para o povo crer, por isso, usam aqui um tapete escrito "Vale do Sal" para simbolizar que Jesus lhes dará a vitória. Todavia, perguntamos: Será mesmo que essas pessoas, dão os devidos cem por cento de crédito ao nome de Jesus? Será que os santos católicos não estão para Deus assim como esse tapete está para Deus na mente dos evangélicos ali presentes? Será que esses evangélicos, mesmo se ouvissem de seus pastores que se trata apenas de uma simbologia, seriam maduros suficientes para concluir isso de fato?



Foto 2 - Custa-me acreditar num cartaz desse! Primeiro, onde já se viu a Bíblia ensinar "batismo de prosperidade"? A quem esse pregador pensa que está servindo com frases como "apóstolo do novo milênio", "explosão de milagres"? E que tipo de nova onda de ensino é esse: "Impactando o mundo com a visão de Raio X"? Não seria muito narcisismo isso? Averiguei esse tal de raio x, e constatei que o tal missionário vê através de raio x os problemas de saúde das pessoas e anuncia-lhes a cura. Ele apenas não revela o raio x antes da cura para provar essa espatafúrdica crendice ensinada nas igrejas.

Na minha opinião, os grandes culpados disso são as igrejas que convidam o apóstolo do novo milênio (e isso porque o milênio acabou de começar) a pregar para irmãos em cristo tão carentes do conhecimento bíblico. Bastar-lhes-ia a fé em Jesus, e o querer de Deus, para que houvesse a cura. Mas, a criatividade é tamanha que agora Deus estaria ungindo pessoas com a visão de raio X para identificar problemas de saúde e curá-los. Não estou afirmando que o irmão missionário aqui, que em outros cartazes é chamado de "apóstolo da prosperidade", não seja nosso irmão. Apenas estou lamentando a criancice espiritual dessas figurinhas marcadas, e faço isso sem medo de magoar o Espírito Santo de Deus, pois certamente visão de raio x não é unção nem dom deste Espírito a quem tanto amamos.




Foto 3 - Creio aqui não se tratar de um palhaço maldoso, mas de alguém sinceramente enganado. Obviamente, acredito que Deus pode ressuscitar alguém. Todavia, quando ouvimos o testemunho do pastor Lúcio Hermano, por mais bem intencionado que ele seja, ele não chegou a ser declarado morto pelos médicos. Creio até que Deus o tenha livrado da morte, após ter recebido a facada. Mas veja o testemunho dele, onde ele conta que depois de ter sido "ressuscitado" ainda teve uma parada cardíaca. Isso seria compatível com um milagre de ressurreição? (clique aqui)

Há no meio evangélico a crença de que não podemos contestar casos como estes, e que não precisamos de provas científicas e laudos médicos para confirmarmos o milagre. Ledo engano. Deus tem feito sim milagres, e os exames médicos e a ciência têm comprovado isso. Mas nesse caso específico, não se trata de ressurreição. E um fato mal contado como este gera crendices maiores. Oremos por Deus ter livrado da morte esse nosso irmão.




Foto 4 - Em primeiro lugar, maldições hereditárias não é um ensino bíblico. O que existem é um pequeno número de textos mal interpretados sobre essa questão. Se isso fosse verdade, toda a família desse ex-travesti seria homossexual também. Essas crenças são tão absurdas, que pastores chegam a usar Êxodo 20:4, 5 para provar que há maldições hereditárias, porque Deus diz que visita até a quarta geração no caso daqueles que não o agradam, como se Deus junto com o diabo causasse essas maldições hereditárias na vida de alguém. Outros ainda chegaram a ensinar que se um pai xingar seu filho de "gay", ele está lançando uma maldição na vida desse filho, e esse filho transmitirá essa maldição a seus filhos, e seus filhos a seus netos, e assim por diante.

Nada de Bíblico nesse assunto. Mas o que me chama atenção nesse anúncio é a expressão "viveu fortes momentos com o diabo, sendo instruído para a destruição na família." Todos os não-convertidos são usados pelo diabo para algum propósito. Isso é pura apelação. E revelar como o Diabo entra na família para a destruição é um ensino muito óbvio. Creio que Deus, de fato, pode ter libertado esse nosso irmão de uma prática errônea, mas perceba que a ênfase não está no nome de Jesus, que só é mencionado no cartaz bem pequenininho, e se referindo ao diabo.

Não sou contra o testemunho desse nosso irmão, nem duvido de sua conversão. Todavia, como coleciono esses cartazes, estou cansado de observar que neles há um apelo extravagante para a imagem da pessoa, e Deus fica de lado.

Outra observação: Os erros absurdos de português nesses cartazes são um diferencial marcante entre cartazes sérios e cartazes dessa natureza. Neste, aparecem erros nas palavras "espulsá-lo", que seria "expulsá-lo", "hs", que seria "h", "instruido" que seria com acento "instruído". É bem verdade que em meu site há erros de português, pois ninguém é perfeito, mas desse tipo só se foi erro de digitação. Por fim, a expressão "viveu fortes momentos com o diabo", após a expressão "ex-travesti" pode fazer o leitor a achar que o ex-travesti tinha relações sexuais com o diabo.



Foto 5 - Não sou contra usarmos um problema singular ou generalizado (como a dengue) para evangelizar pessoas. Mas observe nesse cartaz o acróstico que fizeram com a palavra DENGUE, respondendo à pergunta o que está por detrás da dengue. Alguém poderia me dizer se a dengue é a última virose? Pense também em "guerra". Seria a guerra contra a dengue, ou contra o demônio "dengueiro" responsável em disseminar a dengue?

Mas e o "banho do descarrego"? Essa expressão já era usada no baixo espiritismo (umbanda, quimbanda e candomblé) e até entre os índios. Ela não é bíblica, mas uma incorporação aos costumes neopentecostais. As pessoas que afirmam ter sido curadas da dengue através desse banho sararam da mesma forma que os que não tomaram, ou seja, seguindo as recomendações médicas. Não ouvi um único caso de alguém com dengue, da Igreja Universal do Reino de Deus, que tomasse esse banho e ao mesmo tempo fizesse uso de aspirina.

Outro ponto é: Onde fica o nome de Jesus nessa história? Assim, essa propaganda gospel visa enaltecer o nome da igreja usando expressões e crendices populares do baixo espiritismo. Certa pessoa que visitou a igreja universal disse: "Após o banho do descarrego, descarregaram o meu bolso." Outra confessou: "Eu queria descarregar minha arma na cabeça do pastor da IURD quando falou que éramos um povo miserável para com as coisas de Deus, e que se doássemos tudo que tínhamos receberíamos as melhores bênçãos de Deus". Então, eu pergunto: Não seria sábio descarregar a nossa indignação nas mãos do Senhor Jesus e esperar ver como Ele tratará pessoas descritas em Mateus 7:21-23 como "praticantes da iniquidade"?




Foto 6 - Lamentável, não acha? Quando fazemos um curso, ficamos felizes de saber que receberemos um certificado de conclusão. Ao terminarmos uma curso superior, o nosso diploma vale muito. Então, resolveram inventar o diploma para o dizimista. Não sou contra quem dá o dízimo, mas por que a igreja que inventou isso não entrega também o diploma para quem ora, jejua, comparece aos cultos? Entregam diploma só para assuntos que envolvem dinheiro. Igrejas desse tipo dizimam com o contribuinte. Essas pessoas doam porque se sentem ameaçadas. E há relatos de igrejas que dão uma percentagem do valor arrecadado para o pastor que pregou naquele culto. Pergunte a essas pessoas: Por que você doa seu dízimo? Você verá que a grande maioria delas doam com medo do devorador. Tudo que dizimamos e ofertamos deveria ser por amor a Deus. Mas no final das contas, eu sei muito bem quem são os devoradores nesse caso. Preciso dizer quem são? Não! Okey, eu vou dizer com fotos.



Foto 7 - Já vi muitas vezes irmãos orarem pelos dízimos e ofertas (ou pelos que dizimam e ofertam), mas nunca com tamanha expressão de agradecimento e alegria. Claro que muitos dirão: "O povo precisa ver quanto eles podem arrecadar!" Mas bastaria contar o dinheiro e informar à igreja: "Recebemos X e que Deus abençõe os irmãos por sua expressão de fé". Com certeza, nunca ninguém subiu na mesa para orar pelos pedidos de oração, escritos em pequenos papéis. Claro que muitos não diriam: "O povo não precisa ver quantos pedidos Deus pode atender". Mas esses showzinhos são feitos quando o assunto é dinheiro, para espantar o terrível devorador. Que nosso dinheiro retorne às mãos do Senhor Deus na certeza de que o fazemos por gratidão, porque sabemos que será investido na obra dEle, e que possamos ser mais generosos e alegres ao cooperarmos com dízimos e ofertas. Aliás, eu queria perguntar onde a Bíblia ensina que nossas ofertas devem ser sempre menores que nossos dízimos? Isso é outro assunto.




Foto 8 - Devemos orar sempre, diz a Bíblia. (1 Tessalonicenses 5:17) Mas o que percebemos aqui? Dinheiro novamente! A igreja quer programas em rede nacional. Já tem tantos, mas a igreja quer o programa dela, talvez porque seja uma boa forma de futuramente arrecadarem mais, em rede nacional., e até internacional! Querem novos colaboradores fiéis e pedem que se ore por os 300 Gideões que doarão pelo menos 1.000 Reais por mês. Tudo para investir na obra de Deus, na compra de equipamentos caros e até de um avião. Enquanto isso, tem evangélicos passando fome, pois o desemprego assola. Sei que há pastores que dirão: "Estão desempregados porque não eram dizimistas, veio o devorador e lhes tirou o emprego."

Não descarto a possibilidade de Deus ensinar pela dor pessoas mãos-de-vacas, mas vemos muitos dizimistas fiéis perderem seu emprego também. De qualquer forma, o que mais me incomoda é ver líderes pedindo tanto enquanto a igreja deles poderia fazer mais pelos outros com o dinheiro que arrecada. Não sei como vou ser encarado com meus seguintes dizeres: Não admito uma igreja arrecadar demais e ver uma boa fatia desse dinheiro ficar nas mãos dos pastores. Eu ficaria muito feliz se pudéssemos ter aviões para nos deslocarmos com agilidade, se muitos desses aviões não estivessem registrados em nomes de pessoas físicas dessas igrejas. Se o avião é para ser usado na obra de Deus, por que não fica em propriedade da Igreja? É a minha opinião.





Fotos 9 e 10
 - Esse é bom demais! Nesse cartaz, novamente a pergunta: Onde está o nome de Jesus? A quem é dada a ênfase? Observe os milagres. Não duvido de milagre. Mas ressurreição? As emissoras de televisão perderam 11 oportunidades de ficar em primeiro lugar em audiência! Em cartazes mais recentes, diz-se que já são 14 ressurreições.

Veja que é ele e não Deus quem revela o oculto e o escondido, cura, tira câncer com a mão, e faz a pessoa emagrecer instantaneamente e restaura a calvície, ou seja, do modo como está escrito, é a calvície que é restaurada (o sujeito vai com cabelo e volta sem). Aliás, erros de português nesses cartazes é show de bola! Num outro cartaz desse homem dos mistérios de Deus, é dito que "câncer, AIDS e muitas outras doenças foram curadas", ou seja, as doenças sararam (socorro!). Um superman desses da fé é apenas um dentre muitos por aí. E eu estou questionando não a conversão do super-herói aqui, muito menos se ele é salvo. O que estou pondo em questão é a postura dessas pessoas como ministros de Deus. Devo acreditar em tais ministérios?

Retomando o tal emagrecimento instantâneo, onde estão as provas concretas de que uma pessoa perdeu no mínimo 10 quilos? É feita a pesagem antes do culto? Há fotos de calvos que de repente ficaram com cabelos? Essas provas certamente fariam muitos se converterem, mas onde elas estão? Novamente quero enfatizar: Não duvido do poder de Deus, mas se esse nosso irmão produz cartazes em escala nacional para divulgar seu ministério, por que ele não produz as provas concretas para os que duvidam? Se Tomé duvidou e Jesus satisfez suas exigências (João 20:24-31), por que esse irmão não pesa todas as pessoas antes e depois do culto e prova que instanteneamente um crente perdeu 150 quilos? Ou será que esse emagrecimento é de apenas uns 2 quilinhos, devido a duas horas de culto bem agitado?

Nesse outro cartaz, um outro superman da fé também promete a perda de peso como recompensa por estar presente ao seu culto e ter fé. Observe no centro "O homem de Deus HORA (não seria "ora"?) e a pessoa fica magra na hora!" e acima "o homem de Deus que ora e o milagre de Deus acontece na ora (não seria "hora"?). Infelizmente, os evangélicos deixam os adventistas do sétimo dia nos ensinarem a cuidar do nosso corpo e emagrecer. Deus ensina a cuidarmos do nosso corpo, que é templo do Espírito Santo de Deus, para emagrecermos, e vem uma dupla dessas emagrecendo pessoas sem o cristão fazer a parte dele - cuidar-se. Tenha misericórdia, meu Deus!




Fotos 11 e 12 - Não bastassem os desgarregos, inventaram o desencapetamento total. Na verdade achei interessante o "total", porque tem ministros de libertação desencapetando parcialmente, ou seja, demoram várias sessões para os capetas saírem de vez. Como me disse certa irmã: "Aquele rapaz tem muitos demônios. Hoje expulsamos uma boa parte. Ele ainda não está liberto totalmente." Mas não sei se a intenção do "total" aqui foi essa, porque os capetas só mudam de pessoas. Eles sempre retornam.

Essas igrejas que não sobrevivem sem a presença de encapetados deveriam tomar muito cuidado, pois o dia que esses capetas resolverem não encapetar mais, não sei o que será desses peastores. Certamente você, que é um desencapetador, dir-me-á: "A Bíblia ensina que devemos expulsar demônios". Concordo com você, mas não ensina a fazer marketing disso. Parece que o desencapetamento atrai mais do que o nome preciso e inigualável de Jesus. Na foto seguinte, observamos a expressão "fechamento de corpo". Para mim, aceitar a Jesus como único e suficiente Salvador já servia de proteção, mas novamente não aparece o nome dele aqui. E para quem já assistiu a uma sexta-feira forte, o nome do diabo, e suas variantes (Maria Molambo, Exu Caveira, Tranca Rua, etc) são mencionados muitas vezes mais do que o nome de Jesus. A expressão "fechar o corpo" é não-bíblica e usada há muito no baixo espiritismo. Claro que eu não seria contra evangelizarmos adeptos da Umbanda, por exemplo, e dizer na linguagem deles que só Jesus pode fechar o corpo contra o mal, todavia, deveríamos fazer disso um slogan para todo o tipo de pessoa?



Foto 13 a 16 - Está escrito na Bíblia: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1 Coríntios 2:14) Baseados nesse texto, há evangélicos que praticam "loucuras" que nada têm a ver com a loucura de que Paulo falou. O homem natural, ou a pessoa não-convertida, não entende os assuntos espirituais de Deus. Mas será que isso dá margem para condutas características de loucos literalmente? Não sei o que houve nesse retiro, mas o slogan não é nada evangelístico.

Certa vez, visitei uma igreja batista e observei que quatro rapazes ficaram como que loucos, a se rolarem no chão, chamando a atenção dos presentes, durante todo o louvor - uns quarenta minutos. Ao perguntar ao pastor o que significava aquilo, ele me respondeu: "Eles vieram do encontro do G12, e por uns tempos ficarão assim. É o modo como o Espírito Santo age na infância da fé deles."

Quanta criatividade! Imagino Paulo rolando no chão quando se converteu a Jesus, e me pergunto: Até quando terei que suportar isso? Veja essas pessoas engatinhando dentro do templo. Onde a Bíblia ensina isso? Se os assuntos espirituais de Deus são loucura para os não-crentes, isso não significa que nos comportarmos como loucos na igreja agrada a Deus. Qual o propósito disso? Edifica em que? Isso é palhaçada! Não se trata do Espírito Santo de Deus, mas de criancias na fé. O pior é que muitas delas são líderes - pastores, diáconos, obreiros, etc. Isso dá margem para outras loucuras, tornando a fé de certas pessoas patológica, doentia e incoerente com a Bíblia. Por exemplo, ouve-se na internet que um irmão foi levado ao galinheiro e ali as galinhas falaram em línguas (receberam o batismo do Espírito Santo), e o galo traduzia. Ou isso não aconteceu, ou a pessoa sofre de alguma neurose. Deus jamais batizaria galinhas com o Espírito Santo, muito menos faria com que elas falassem em línguas e um galo traduzisse. Certamente, os "galinheiros da fé" dirão: "Mas Deus não fez uma jumenta falar?" Sim, eu creio nisso, como um ato isolado da soberania de Deus, que usou um animal para falar na língua do ouvinte - Balaão.

Essa "animalização" no comportamento de certos crentes também é observada em supostas unções que fazem cristãos latirem, uivarem, rosnarem, etc. Também, observamos a bênção de Toronto, ou unção do riso. Parece que quando acho que nada mais pode ser inventado, inventam novos modismos. Muitos deles acabam incentivando a idolatria por essas figurinhas da fé cristã. Eles são poderosos mesmo, e conseguem com sua linguagem convincente e indutiva levar multidões a segui-los. Eles têm o poder de fazer pessoas caírem nos templos, com um simples gesto, ou um sopro, ou então um mover de capas. Quanta palhaçada para chamar mais atenção de si mesmos do que para Jesus Cristo. Lembro-me do He Man: "Eu tenho a força!" E para quem já foi testemunha de Jeová e evangeliza esse povo, como responder a eles quando me mostram essas fotos? Tem sido um grande desafio para mim. Mas sem hesitar, digo: São provas de que estamos nos últimos dias.


Conclusão

Sou feliz porque Jesus me salvou. Amo fazer parte de sua Igreja. Creio no poder de Deus e na atuação de seu Espírito Santo. Esse mesmo Espírito age como quiser. Quem sou eu para questioná-lo?! Contudo, não posso me calar diante de criancices, shows, palhaçadas.

Lemos: "para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro." (Efésios 4:14)

Tais palhaços usam artimanhas e astúcia para pregarem e agirem do jeito que sua clientela gosta. Eu não sou quem dita as regras de comportamento dentro e fora dos cultos. Não quero que seja do meu modo, mas espero ordem e decência. (1 Coríntios 14:40) Desejo que você reflita no que escrevi. E oro por esses líderes e por suas vítimas. E peço perdão aos que exercem a profissão de "palhaço", pelo uso da foto no início e da expressão palhaçada. Estes palhaços me alegram muito mais do que os palhaços e suas palhaçadas religiosas. Por isso, a foto no início foi de um palhaço sem vida.

Autor: Fernando Galli
Fonte: [ IACS ]
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2012, o ano da vitória.

2012 será o ano...

...da restituição! ...da prosperidade! ...da aliança! ...do renovo! ...da conquista! ...de derrubar os gigantes! ...da colheita! ...e do que mais você desejar!

MENTIRA! MENTIRA! MENTIRA!

O ciclo vicioso se repete: aproxima-se o início de um novo ano e os "líderes" começam a divulgar suas estratégias falaciosas, em campanhas dignas de uma Young & Rubicam da vida! Sempre, claro, evidenciando uma suposta vitória de seus adeptos, anunciando a estes promessas mentirosas e infundadas levando-os a acreditar que se cumprirem determinados requisitos, que sempre envolvem dinheiro (quanto mais melhor!), serão muito "abençoados".


Imagem meramente ilustrativa, retirada do site de uma dessas igrejas


E neste quesito, imaginação não falta: unção de Davi para derrubar gigantes, campanha da vitória financeira, vale do sal, forte como Gideão, etc, etc, etc... O povo cada vez mais sedento das coisas deste mundo e de uma resposta rápida - ainda que seja uma resposta mentirosa - não esta nem ai se o que segue é verdade ou não. Deus? Ah!, este é somente um bibêlo, o agente trabalhador que tem de ralar para cumprir as promessas (mas só se você for fiel - $$$ - claro!). Salvação? Balela...

Gostaria de lançar um desafio para estes missionários, pastores, bispos, apóstolos ou o raio-que-o-parta, mentirosos, que trabalham incansavelmente em cima destas campanhas que, na realidade, os únicos beneficiados são eles mesmos, com alguns milhares de reais a mais em suas já gordas contas bancárias: por que não lançam campanhas do tipo "O ano do arrependimento", "2012 - ano de se voltar para Deus", "Arrependei-vos e santificai-vos", "Morte à carne!", "Não aos prazeres deste mundo", "Mortos para o mundo, vivos para Deus", etc, etc, etc???

Quanta ingenuidade a minha! "Campanhas" como estas não rendem dinheiro e fama, esvaziam as igrejas e não dão fruto$$$...

Os valores do Evangelho foram corrompidos e hoje são vendidos por quinquilharias. O homem, ignorante, buscando sempre seus próprios interesses, não dá a mínima para o que vem depois. Está preocupado somente como hoje, com o agora. A volta de Jesus, mais iminente que nunca, não tem valor algum...

Até quando nos calaremos? Até quando ficaremos prostados, inertes diante de tudo isso? Volto a dizer: A IGREJA PRECISA SER EVANGELIZADA!

Em Cristo, o barganhador que ofereceu a Deus Sua vida pela nossa,

Danilo Miguel

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Neopentecostalismo: um desserviço ao evangelho.




Neopentecostalismo: Um desserviço ao evangelho

Neopentecostalismo: Um desserviço ao evangelho
Diversos movimentos pentecostais têm surgido ao longo dos anos. Portanto, é preciso saber distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo. O conhecido movimento denominado neopentecostal surgiu nos meados do século XX. O neopentecostalismo se propôs a dinamizar as práticas litúrgicas, a cristologia, a eclesiologia e a prática hermenêutica. No que diz respeito à prática litúrgica, o neopentecostalismo apresenta um problema dos mais graves. Em seus cultos, as campanhas de cura, prosperidade material, saúde e revelação têm proeminência. A preocupação maior não é a glória de Deus, mas as necessidades humanas focadas por uma ótica hedonista.
O slogan das igrejas neopentecostais é: “Você nasceu para vencer”. É uma frase elegante e até estimula nossa vida diária, mas está teologicamente errada. Nós não nascemos para vencer. Nascemos para servir e glorificar a Deus. Nascemos para viver com Deus e para Deus. O alvo da nossa vida como servos do Senhor, deve ser Deus e não nós mesmos, e não nossos projetos pessoais. O crente verdadeiro tem um único projeto: glorificar a Deus em sua vida com sofrimento ou sem sofrimento, com revezes ou sem revezes. Os mártires da igreja se viam a si mesmos como secundários e Deus como o prioritário, por isso glorificaram a Deus em seus sofrimentos. Nos cultos neopentecostais o homem é o foco, é a causa e a razão. O homem é o centro do culto e Deus torna-se servo. A liturgia neopentecostal toma uma direção totalmente horizontal. Um slogan bastante usado pelos líderes neopentecostais é: “Aqui o milagre é coisa natural”. Ora, se é natural não é milagre. Ademais, esses líderes esquecem que o culto deve expressar a natureza espiritual da igreja e seu relacionamento com Deus.
A liturgia de um culto deve enfatizar o senhorio de Jesus e não apenas Jesus como provedor de necessidades humanas. O culto neopentecostal é pobre de Bíblia. A Bíblia não é central é periférica. As pregações são cheias de chavões positivos do tipo: “Deus tem uma vitória para você nesta noite”, “O gigante será derrotado nesse culto”, “Use a fé e prospere”. Enfim, é uma epidemia de confissões positiva e pouquíssima Bíblia. Dificilmente se ouvirá uma mensagem sobre perdão de pecados, a necessidade de arrependimento, vida de renúncia e a volta de Jesus nos púlpitos neopentecostais.
Os sermões neopentecostais mostram um Jesus fraco e demônios fortes. Mostram um Jesus que salva, mas não tem poder para encher a vida da pessoa. Tanto isso é verdade que na visão neopentecostal o crente continua de quando em quando sendo possesso de demônios. Há uma supervalorização dos demônios chegando às raias do ridículo: “Comece a se manifestar pomba gira”, “Manifeste-se exu tranca-rua” são frases que saem da boca dos gurus neopentecostais.
O clima de um culto neopentecostal é de lavagem cerebral pela técnica de repetição de frases curtas: “Olhe para seu irmão e diga…” Não é um clima de ensino e doutrina. A técnica é de manipulação e de despersonalização. A letra dos cânticos nos cultos neopentecostais expressa uma linguagem mística, e muitas vezes esotérica, sem abordar as verdades fundamentais da teologia cristã. Os grandes temas da fé como a salvação, a cruz, a redenção e a justificação não são mencionados nos cânticos. A realidade é que se espremermos a maioria dos cânticos neopentecostais não dá uma colher de sopa de doutrina. As letras das músicas são guisados de Jacó que trazem malefícios à fé apostólica. Falam de paz e amor para elevar o ego dos ouvintes. Quanto à cristologia constata-se claramente que a pessoa de Jesus se esvanece no neopentecostalismo.
O Cristo dos neopentecostais é uma pessoa decorativa, é uma pálida caricatura do Cristo do Novo Testamento, pois o nome de Jesus é mostrado como se fosse uma senha para acessar o site das maravilhas e fazer o download do milagre de que se necessita. O Jesus dos neopentecostais é mostrado não como a segunda pessoa da trindade, mas como um mágico, um talismã, um nome a manipular, um dístico. Tanto isso é verdade que a ênfase teológica do neopentecostalismo não é cristológica, mas pneumatológica, ou seja, a pessoa de Jesus é apagada e a ênfase é dada ao Espírito Santo. Para os pastores neopentecostais, Cristo é o canal para nos trazer o Espírito Santo, quando na verdade é o Espírito Santo quem nos conduz a Cristo e que desvenda a pessoa de Cristo ao fiel. Quando a cristologia é fraca a soberba do homem é grande. A palavra de João Batista “Importa que Ele cresça e que eu diminua” não encontra espaço no neopentecostalismo.
Os líderes neopentecostais se vêem como mediadores entre Deus e os homens. Sua palavra supera o valor das Escrituras. Eles disputam espaço com Cristo. Eles gritam: “Eu senti no meu coração e pronto”, ou seja, se sentiu no coração é verdade absoluta. Esquecem esses líderes que não é que nós sentimos em nosso coração, é o que a Bíblia diz. Se sentirmos de uma maneira, e a Bíblia disser de outra, nós é que estamos equivocados, e não a Bíblia.
Os crentes antigos oravam assim: “Senhor me esconde atrás da cruz de Cristo”, os líderes neopentecostais trocaram a oração por: “Senhor esconde a cruz de Cristo atrás de mim”. De acordo com as Escrituras o verdadeiro pastor pregar a obra de Jesus, mas os pastores neopentecostais completam a obra de Jesus, ou seja, Jesus só produz efeito na vida de uma pessoa através da “oração forte” que eles fizerem. Só eles têm poder sobre os demônios, só eles têm “a chave da oração forte”. Eles são o Sumo-Sacerdote e Jesus é apenas um ente espiritual. Nesse contexto, Jesus precisa ser reforçado pela “oração forte” de um guru neopentecostal. O neopentecostalismo é maléfico, pois apresenta um Evangelho descorado onde as visões e revelações estrambóticas é o referencial para o crescimento espiritual.
Enfim, o neopentecostalismo é um desserviço ao Evangelho.
Fonte: pulpitocristao.com | Por: Valdir Davalos

sábado, 14 de janeiro de 2012

COMO TRANSFORMAR SUA IGREJA NUM IMPÉRIO.

Como transformar sua igreja em um império.

 
TENHO VISTO TUDO ISSO DESCRITO ABAIXO NESSE TEXTO QUE EU COPIEI DO BLOG DO BISPO HERMES FERNANDES, DIARIAMENTE NA   DENOMINAÇÃO NA QUAL FREQUENTEI NOS ÚLTIMOS 3 ANOS. Sei que o que vou postar aqui no meu blog, não vai "mudar" a mente da massa de manobra, sei que dentro dessa massa, existem pessoas sinceras e fiéis a Deus, e que buscam realmente uma vida de rendição a Deus e obediência a sua Santa Palavra, não é a essas pessoas ao qual me refiro e sim aos dominadores, aos líderes que não permitem serem questionados, que a sua "visão" ministerial é inquestionável, e portanto os que não se adequam são insubmissos e desobedientes. Principalmente se o assunto ou doutrina na qual você comenta ou ensina é contrário a teologia da prosperidade, esses líderes imperialistas, com sua visão materialista e imediatista, não permitem o crescimento e amadurecimento espiritual dos seus liderados, pois isso constituiria numa séria ameaça a sua visão puramente material, mercantilista, uma visão em que o $TER$ é mais importante do que o ser, em que pe$$oas mais abastadas são tratadas de maneira diferenciada. Se nesse contexto por um acaso houver uma pessoas mais esclarecida, com uma visão baseada nas Escrituras, com uma visão do Reino de Deus, ainda mais se esse indivíduo tiver alguma influência sobre um determinado grupo de pessoas, logo que tiverem a oportunidade esse com certeza "é cortado e jogado fora", pois não deu $frutos$, não tem a 'visão'.....e ainda mais 'tá dividindo' está criando grupo dentro do ministério....é a esses coronéis da fé, que eu dedico esse texto.....e faço um apelo, a se convertam a Deus enquanto ainda é tempo, vocês estão conduzindo as ovelhas do Bom Pastor a caminhos tortuosos do materialismo, do egocentrismo, do ter em detrimento do ser. Voltem logo ao EVANGELHO DA CRUZ, e deixem esse evangelho barato de barganhas com o sagrado, esse modus operantis de domínio e controle, e deixem as ovelhas do rebanho de Jesus (portanto não são suas ovelhas, não é de sua propriedade), ouvirem e serem ensinadas na verdade, pois existe uma eternidade, e devemos esperar por ela sim, pois está escrito que : "se esperarmos por Cristo somente nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens", vocês estão ensinando o povo de Deus a serem miseráveis. 

porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo. 
Romanos 14:17
 
VALDIR MANENTE.



1. Endureça o coração. Seja indiferente com apelos de mães, padres, bispos, missionários e pastores em crise ou dificuldades. O sofrimento deles não é problema seu.

2. Seja obstinado.  Não deixe ministros, profetas, amigos, colegas, ou qualquer outro a convencê-lo a desistir do seu império.

3. Priorize as coisas.  Entre coisas e pessoas fique com as coisas.

4. Valorize os números. Não importa quem saiu ou quem entrou, o importante é o saldo.

5. Fale as massas. Não perca tempo com indivíduos, fale a auditórios, trabalhe no atacado.

6. Ignore críticas. Mantenha-se surdo quando for criticado, faça ouvido de mercador, rotule os críticos como invejosos.

7. Esconda vulnerabilidades. Convença a todos que tanto você como sua instituiçao não tem problemas, convença aos outros você não se irrita, que não perde a paciência e que tem tudo sobre controle.

8. Ridicularize os reflexivos. Faça pouco caso de intelectuais, pessoas que estudam e os que são capazes de análises profundas, de modo geral eles são pouco influentes com as massas.

9. Dissimule suas intenções. Nunca, nunca, nunca mesmo deixe os outros descobrirem as suas verdadeiras intenções de formar o seu império eclesiástico. A sua carteira de clientes você chamará de ovelhas, a sua mão de obra barata, você chamará de voluntários, os seus empregados você denominará vocacionados. O que importa é a aparência.

10. Domine a linguagem religiosa. Conheça, use e abuse da linguagem religiosa e dos jargões religiosos.

11. Ofereça entretenimento. Mantenha o povo devidamente entretido com programas que enchem os seus olhos e impressionam os seus sentidos. A música ajuda demais.

12. Mantenha o controle. Sob hipótese alguma permita que o poder que você exerce seja dividido com qualquer pessoa. Não participe de associações, alianças ou entidades que você não possa dar a última palavra. Quanto menos pessoas acessarem os balanços menos problema você terá na sua escalada de poder.

13. Cerque-se de limitados. Observe sua equipe, cuide para que somente você brilhe, verifique que a sua equipe é composta de pessoas medíocres e que nunca o ameaçarão.

14. Invista na estrutura. As paredes e os equipamentos valem mais do que os valores, o conforto impressiona mais do que o cuidado. Entre estrutura e pastoreio as pessoas escolherão estrutura.

15. Atente-se para as necessidades. Observe as necessidades do povo e então ofereça o que eles querem, mesmo que você não seja capaz de entregar ofereça. terá se passado muito tempo entre o momento em que eles aderirem e o dia em que descobrirem que você não tem o produto, nesse período o seu império estará consolidado.

16. Seja místico. O misticismo é vital para atrair pessoas desesperadas e inseguras, ele é capaz de escravizar e cegar. Depois de anos de escravidão no misticismo a libertação é quase improvável e às vezes impossível.

17. Aparente ética. Faça com que todos acreditem que você é uma ilha de ética em um mar de iniqüidade. Abuse do discurso ético, mesmo que suas práticas não sejam condizentes. Discursos éticos impressionam e são fáceis de serem feitos.

18. Ria e chore. O sorriso convence as pessoas que você é simpático, o chore convence que você é sensível. Você não deve ser nada disso, contudo as pessoas devem pensar que é.

19. Opte pelos ricos. Não adiante você ter muita gente sobre seu controle se essas pessoas não tem dinheiro no bolso.

20. Evite aproximações. Mantenha uma distancia segura entre você e seus liderados, suas relações devem ser profissionais. Lembre-se imperadores não tem amigos, apenas súditos.

21. O mais importante. Manipule, a massa gosta e não se importa, mesmo que você um dia seja descoberto ainda existirão muitos a sua volta, o suficiente para manter a igreja-império por muitos anos e ainda garantir que seu filho, ou genro herde esse empreendimento.

É possível que agindo assim você terá em meia década algumas centenas ou mesmo milhares de prosélitos, contribuintes alem do mais importante pessoas que não se cansarão de massagear seu ego, afinal é para isso que servem os Impérios, ainda que os chamemos de igrejas.
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Por Paulo C. S. Santos 


Fonte:  Revista Ultimato (Via PCAmaral )

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Será que defender a fé é o mesmo que julgar?

Será que defender a fé é o mesmo que julgar?

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Autor: Robson T. Fernandes


Muitas pessoas têm se perguntado sobre a essência de se defender a fé. Se ao fazê-lo não se estaria julgado a pessoa que traz um ensino não condizente com a Sagrada Escritura.
Em geral, fora da igreja evangélica, ao se lançar questionamentos na área religiosa cria-se uma polêmica acompanhada de debates acirrados, pois têm-se ensinado que devemos respeitar a religiosidade dos povos, e por isso não se deve questionar o estilo e opção religiosa de ninguém, para que assim consiga-se caminhar rumo a um ecumenismo mundial, alicerçado na tolerância e aceitação da pluralidade de religiões.
Em geral, no seio da Igreja Cristã Evangélica, ao se falar sobre os conflitos doutrinários do Russelismo, Mormonismo, Espiritismo, Islamismo, Catolicismo e outras seitas e religiões em comparação com a Bíblia Sagrada, cria-se um debate esclarecedor e geralmente proveitoso na elucidação de dúvidas e no ensino prático da doutrina bíblica.
O fato é que nos últimos tempos muitos denominados integrantes da igreja evangélica têm aderido a filosofia secular, em se tratando do debate religioso, e na defesa de seus pontos de vista particulares têm-se utilizado até a própria Escritura na tentativa de fazer cessar esse abordagem.
Por diversas vezes afirma-se que aqueles que adentram na apologética (arte de defender a fé) tornam-se guerreiros insuportáveis na convivência, exagerados no ensino, extremistas em seus dogmas e exacerbados em seu discurso.
Por diversas vezes afirma-se que “apontar” os erros das demais religiões e “denunciar” aqueles que têm distorcido a Bíblia Sagrada é o mesmo que julgar, e para isso se fazem utilizar de textos bíblicos como “Não julgueis, para que não sejais julgados”. (Mt 7:1)
Entendemos que, talvez, isso se dê pelo fato de colocar-se em uma posição de cuidado para não sofrer o julgamento de Deus. Entretanto, tal atitude também pode ser identificada como omissão, e ainda como conivência.
Ao fazer tal afirmação, “Não julgueis, para que não sejais julgados” Jesus nos traz esclarecimentos valiosos, que são bem convenientes para esse assunto. Vejamos o texto completo:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. (Mt 7:1-5)
Em primeiro lugar, se julgar – nesse sentido – é errado, então aqueles que reprovam os que combatem heresias também estão julgando. Estão julgando os apologistas.
Em segundo lugar, o julgamento condenado por Jesus no texto bíblico é o julgamento hipócrita, ou seja, condenar-se a prática errada dos outros sem que antes se corrija a própria vida, pois muitas vezes condena-se os outros sem que se observe a própria prática de coisas piores.
Em terceiro lugar, Jesus não reprova o julgamento em si, propriamente dito, pois Ele mesmo diz, no mesmo texto que se deve tirar “primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Observe bem que Jesus diz que após corrigir-se o próprio erro pode-se então auxiliar o outro na correção. O problema é que muitos não desejam a correção, mas anseiam por continuar em suas práticas erradas.
Em quarto lugar, o próprio Jesus nos orienta no correto julgamento, livre da hipocrisia, pois dos versículos 15 a 20 Ele mesmo nos dá orientações sobre como proceder em um julgamento reto e justo, observando os frutos e discernindo falsos profetas vestidos de ovelhas.
O profeta Jeremias nos apresenta um problema, ao afirmar que coisa horrenda estava acontecendo porque o povo estava gostando. Todavia, ele inquire o povo perguntando-lhe o que seria feito a respeito. O povo de Deus deveria fazer algo! Ora, para se tomar uma atitude é necessário se observar com atenção e responsabilidade, e depois se proceder a um julgamento, no qual as medidas cabíveis devem ser tomadas por amor ao Senhor e compromisso com Sua Palavra.
“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” (Jr 5:30-31)
O apóstolo João nos diz que não é pecado julgar, desde que se faça sem partidarismo, interesse próprio nem preconceito, mas que se proceda o julgamento através da reta justiça, e nada melhor para guiar tal julgamento do que a Palavra de Deus, que é reta e justa.
“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24)
O apóstolo Paulo nos diz que não é pecado julgar, já que um dia haveremos de julgar até mesmo o próprio mundo. Todavia, este julgamento deve ser feito segundo os princípios de Deus, segundo a Sua Sagrada Palavra.
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?” (1 Co 6:2-5)
O mesmo apóstolo Paulo, falando aos gálatas, disse que enfrentou o apóstolo Pedro cara a cara, porque este tornou-se repreensível. Ainda, Paulo fez tal repreensão publicamente, porém, de acordo com o que está escrito no Evangelho.
“E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gl 2:11-14)

Por diversas vezes encontramos a orientação bíblica sobre o julgamento, principalmente no que se refere a preservação da boa doutrina bíblica.
Primeiro, a BÍBLIA nos diz que devemos averiguar aquilo que é ensinado:"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". (1Jo 4:1) .

Segundo, a BÍBLIA nos diz que devemos notar, ou seja, destacar publicamente aqueles que têm trazido ensinos errados: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu... Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe". (2 Ts 3:6,14)

Terceiro, a Bíblia nos exorta para que busquemos uma doutrina bíblica sadia:"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". (2 Tm 4:1-5)

Quarto, o fato de ocorrerem conversões através das pregações de hereges não significa que está se pregando uma palavra genuinamente bíblica: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade". O fato é que Jesus Cristo disse que essas pessoas (Mt 7:22-23) NUNCA foram ovelhas de Seu rebanho, e mais, disse que o que estavam fazendo era iniqüidade (pecado) pois Ele disse "vós que praticais a iniqüidade".
Com isso, devemos analisar com muita integridade bíblica a qualidade e conteúdo das pregações e ensinos que são passadas para o povo de Deus, observando se estão de acordo com a Escritura Sagrada.
Essa prática é louvada pela própria Bíblia (At 17:11), e deve ser exercida não só pelos denominados apologistas, pastores e professores, mas por todo aquele que deseja ter uma vida de fidelidade e comunhão com o Senhor, segundo os princípios bíblicos.
O apóstolo Paulo disse que poderíamos julgar aquilo que ouvimos, segundo a Escritura Sagrada, e disse mais, que até os seus próprios ensinos poderiam e deveriam ser confrontados com a Escritura Sagrada. "Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo". (1Co 10:15) "...mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema". (Gl 1:7-9)
Com certeza, se fosse nos dias atuais talvez algumas pessoas escrevessem para Paulo dizendo que ele não podia chamar ninguém de maldito. Não é mesmo? Afinal de contas, ele não poderia julgar ninguém.
Ora, o próprio Paulo se coloca a disposição para ser confrontado com Escritura Sagrada e diz mais, se até ele ensinasse algo que fosse além do que está na Escritura Sagrada poderia ser chamado de maldito.
Como estudantes da Bíblia podemos analisar os ensinos e mostrar os erros, a luz da Escritura. Entretanto, nos deparamos com aqueles que afirmam que apresentar a verdadeira face dos hereges e de suas heresias é errado. É julgar o próximo. Com isso, entendemos que tais pessoas têm optado por posicionar-se ao lado daqueles que tais coisas praticam e ensinam, porque o próprio Jesus disse que “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6:24). Caso contrário, têm optado por outro pecado, o pecado da omissão. A omissão de ver alguém no erro, e permanecer calado, imparcial e neutro. Tudo em nome de uma distorcida adoração. A isso eu denomino de pecado de Pilatos, pois por não desejar se envolver resolve lavar as mãos.
O ato de mostrar o erro e lutar por uma doutrina bíblica e saudável é bíblica e isso em nenhum momento é visto como um julgamento distorcido e sem apoio Escriturístico. Se faz necessário entender que a Igreja de Cristo é a coluna da VERDADE! "Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1Tm 3:15) O crente é exortado a apresentar-se a Deus aprovado, tendo um bom testemunho ("não tem de que se envergonhar") e conhecendo e ensinando bem a Sagrada Escritura ("maneja bem a palavra da verdade"). "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2:15) Deus continue te abençoando.

Fonte: [ Blog do autor ]